Não há como negar que
estamos vivendo um período de adaptações, mudanças nos meios de comunicação,
agilidade no atendimento ao cliente e principalmente lançamentos e inovações de
novos produtos, novas marcas, adequação e instalações de novas indústrias na
economia do país.
Também podemos notar que no
segmento de PetFood não é diferente. Novas empresas aparecem, novas ideias e
inovações de produtos são introduzidas no mercado, embalagens são modernizadas,
mas o que podemos verificar é a predominância das marcas e produtos já
conhecidos e estabelecidos nesse segmento.
Normalmente, à maioria das
Indústrias, que tem o objetivo de iniciar ou incrementar seus negócios no
mercado Petfood acreditam que há facilidade de introdução de seus produtos
através de distribuidores. O que esquecem é que à maioria deles já possuem uma
parceria com grandes marcas.
Então o que sobra para elas?
A procura de novos
distribuidores ou a parceria na implantação e desenvolvimento de novos
distribuidores.
O que o Distribuidor precisa
avaliar, para introdução de produtos novos?
Em primeiro lugar quando se
é procurado por uma Indústria para comercialização de novos produtos é preciso avaliar
com calma a proposta e procurar saber qual a realidade da Indústria que está
propondo essa parceria, quais as vantagens e desvantagens que poderão ser
detectadas, e os riscos envolvidos. Sim porque parceria nos dias de hoje é
fundamental, tanto para indústria como para distribuidor. Não podemos esquecer
que uma parceria de negócios é uma via de mão dupla e tem que ser vantajoso
para todos os envolvidos.
Efetuar junto aos seus
clientes uma pesquisa com dados concretos sobre produtos similares. Saber a
opinião da outra ponta da cadeia de negócios é fundamental e para isso
normalmente utilizam-se amostras dos produtos novos e isso demanda tempo.
Procurar saber em qual faixa
de consumo esses produtos ou marcas serão inseridos; Standard, Premium ou
Super-Premium. Cada uma delas possui uma característica de comercialização
diferente, possuem necessidades diferentes, pois o poder aquisitivo de seus
consumidores é diferente.
Também se deve efetuar uma
analise criteriosa e o mais perto da realidade possível sobre a continuidade dos
negócios entre os parceiros. De acordo com alguns distribuidores a maioria das
indústrias exige muito sem uma contrapartida ou quando começa o retorno, passam
a atuar diretamente e abandonam os distribuidores.
Obter informações precisas
sobre os produtos concorrentes, o poder de reação dos fabricantes desses
produtos e distribuidores é fundamental. Lembrem-se, ninguém vai ficar
observando novos entrantes, nova marca ou produto entrar no mercado e ir
tomando uma fatia de seus clientes sem reagir. Haverá uma reação proporcional.
Deve-se também levantar
todos os dados, o que é um pouco mais difícil, sobre as condições que os
concorrentes oferecem ao mercado; prazos, preços, qualidade, quantidade, prazos
de entrega e quem são esses concorrentes, digo um pouco mais difícil, pois na
maioria das vezes existem informações desencontradas, entregar o segredo
ninguém entrega.
Um comparativo de produtos,
marcas, embalagens e condições são fundamentais para saber com quem irá
concorrer.
É importante para o
distribuidor saber o que a indústria espera dele e o que ela está disposta a
oferecer para sua equipe comercial.
Normalmente, as indústrias
procuram distribuidores com uma alta capacidade de armazenamento e
distribuição. Uma frota de veículos razoavelmente nova e em ordem, equipe de profissionais
de vendas preparada e que comprem essa ideia de “uma nova parceria.”
Não se pode esquecer também
da capacidade que a indústria possui para o fornecimento de produtos. Qual o
prazo de entrega, quantidade mínima que a indústria se propõe a fornecer para o
inicio dessa parceria e o prazo de pagamento desses produtos.
Na maioria das vezes, os
novos negócios são inviabilizados por que as indústrias visão um retorno em curto
prazo e, quem atua nesse segmento sabe que este tipo de trabalho é de médio à
longo prazo. Pois o mais difícil é convencer o lojista de que deverá efetuar um
trabalho de abordagem aos seus clientes propondo uma troca de marca de
produtos.
Deve-se também avaliar os
riscos que vão ser assumidos pelo distribuidor; na maioria das vezes quando se
inicia um novo negócio, e este não dá o resultado esperado, todos os custos são
assumidos pelo distribuidor. Por isso
algumas perguntas deverão ser feitas e esclarecidas antes de assumir uma nova
parceria de negócios, como por exemplo:
- Qual o investimento que a
Indústria está efetuando na divulgação de seus produtos?
- Qual o apelo mercadológico
que existe por traz dos produtos?
- Existe uma campanha
promocional para alavancar as vendas?
- Haverá possibilidade de
uma campanha de incentivo para a equipe comercial do distribuidor e seus
clientes?
- Qual a expectativa de
retorno que a indústria tem do negócio, curto, médio ou longo prazo?
- Como será efetuado o
pagamento e qual o prazo que se oferece para o inicio do negócio?
- Qual a validade que terá
essa parceria? – Em alguns casos, os distribuidores foram deixados de lado
quando os negócios começaram a render frutos.
- Como serão efetuadas as
trocas e atendidas às reclamações e necessidades dos clientes?
- Qual o capital que você
distribuidor terá que investir e de que forma?
- Quanto tempo levará para
ter o retorno do capital investido e qual o retorno que esse capital vai
proporcionar?
- Qual região de atuação que
está sendo oferecida? É a mesma que o distribuidor já conhece e efetua seus
negócios? – Uma nova região torna o trabalho mais demorado e difícil além de se
exigir uma logística diferente do que se utiliza habitualmente, um investimento
maior e mais tempo para retorno, ou seja, seu risco será maior.
Há os que vão concordar
comigo e os que vão discordar, mas acredito que esses tópicos são fundamentais
para uma boa parceria de negócios.
A introdução de novos
produtos no mercado não é extremamente difícil, mas tem que haver por parte da
indústria um maior comprometimento, que atue em conjunto com seu distribuidor,
que não recue quando aparecer às primeiras dificuldades.
Gestão Comercial e Vendas.

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