domingo, 2 de outubro de 2016

ADMINISTRAÇÃO VOLTADA PARA PESSOAS.

 Você que se dispôs a ler estas ideias como, empresários, funcionários, administradores, gerentes, gestores, professores ou simplesmente pessoas que gostam de analisar outras opiniões e ideias, durante o decorrer deste artigo encontrará algumas perguntas.

ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAS.
Antes de qualquer coisa devemos lembrar que vários modelos de administração foram adotados e utilizados desde a época da revolução industrial até os dias atuais com alguns aperfeiçoamentos, adaptação de ideias e modelos de gestão. Empresas e organizações adotam as teorias de administração de Taylor e Fayol. De acordo com alguns grandes administradores, isso se dá pelo fato de até o presente momento, não ter aparecido nada possa vir a substituí-las.

Em sua teoria de administração, Taylor já acenava com essa preocupação, por isso um de seus estudos era volta à FADIGA HUMANA; ele defendia o conceito da eliminação de movimentos repetitivos que apenas desgastavam os funcionários e que não eram eficientes; defendia a adaptação de movimentos de acordo com a fisiologia humana. Segundo Taylor, a fadiga humana produzia diversos efeitos maléficos como o aumento dos acidentes de trabalho, o aumento de doenças, maior tempo de realização de tarefas, menor qualidade do trabalho, maior rotatividade, altos índices de estresse, e uma grande desmotivação, elevando por consequência à menor produtividade.

Outro conceito que também era avaliado por Frederick Taylor era o do HOMO ECONOMICUS; os funcionários das empresas eram movidos por recompensas salariais, econômicas e materiais. Esses funcionários trabalhavam porque precisavam, não obrigatoriamente porque gostavam do que faziam. Deveriam ser selecionados por sua capacidade física e não por suas habilidades, o mais apto a realizar determinada tarefa; através da racionalização do trabalho controlava-se o desempenho do operário.

Taylor abordava também em seus estudos que as condições ambientais oferecidas aos funcionários, influenciavam diretamente na sua produtividade, condições ruins levavam a fadiga, desmotivação e a diminuição da produtividade. Defendia o conceito de que melhores condições de trabalho deveriam ser oferecidas aos funcionários ou operários. Isso resultaria em maior produtividade e não na satisfação dos funcionários.
Não podemos esquecer também que, Taylor defendia a padronização dos métodos de trabalho e de máquinas, que todos os fatores que estavam envolvidos no processo produtivo de uma empresa deveriam estar padronizados, visando à simplificação de tarefas e treinamentos, reduzindo a variação do processo produtivo. A supervisão funcional deveria acompanhar a especialização de seus subordinados, diversos supervisores especialistas em determinadas áreas deveriam ter autoridade sobre os mesmos operários, objetivando aumentar a eficiência de cada homem para aumentar a eficiência geral.

As principais críticas que as teorias de Taylor sofriam era que tinha uma visão mecanicista, uma abordagem mecânica, lógica e determinística da organização. Basicamente, pregava que todo trabalho pode ser reduzido a um conjunto simples, repetitivo e mecânico de atividades que até mesmo o funcionário mais desprovido de inteligência seria capaz de executar. Além disto, a proposta de determinar uma única maneira certa de realizar um trabalho ou função foi criticada, pois causava a desumanização do homem e não aumentava a produtividade em longo prazo.

A abordagem de um sistema fechado tratava a organização como sendo composta por poucas variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis, que podiam ser manipuladas através de princípios, normas e métodos. Abordagem simplificada da organização formal, pois somente preocupou-se com a organização formal, dando ênfase na estrutura e concebia a organização apenas em termos lógicos e formais sem considerar seu aspecto psicológico e social.
Mas se pararmos para observar alguns fatores que influenciam no desenvolvimento e desempenho de empresas, poderemos notar que quase todos estão voltados para o máximo de eficiência com o mínimo de desperdício; maior aumento da sua produção com o menor custo e por aí vai.

Podemos também observar que com o advento da revolução industrial no inicio dos anos de 1786, que se desenvolveu em duas etapas; a primeira entre 1780-1860 com a revolução do carvão como fonte de energia, e a segunda entre os anos de 1860-1914 com a revolução da eletricidade e derivados de petróleo.  Surge também às relações humanas, onde o bem estar dos trabalhadores seria um dos fatores internos, que auxiliaria para o bom funcionamento da organização e o alcance dos objetivos planejados e traçados por ela. Só que no meu ponto de vista, este fator está sendo esquecido no âmbito organizacional nos dias de hoje.
Se observarmos a história, a partir dos anos 80 começa o que eu particularmente chamo de uma nova revolução, só que desta vez voltada à automatização e informatização de métodos, controle e processos em virtude a evolução tecnológica. Máquinas começaram a substituir funcionários nos escritórios e nas fábricas. Com essa evolução veio à tecnologia, e pelo que podemos ver, para ficar, agilizar todos os processos produtivos além de poder controlá-los com maior eficiência.
Com a adequação de máquinas e equipamentos, houve o aparecimento de computadores de pequeno porte possíveis de serem manuseados por uma única pessoa, os micros-computadores que hoje habitam milhares de casas e escritórios, além é claro dos computadores portáteis, smartphones, celulares, os laptops, notebooks e tablets, que podem ser levados a qualquer lugar. Com essa evolução surgiu também o advento da globalização mundial e a rede mundial de computadores, a INTERNET.  Hoje, podemos observar com clareza que o mundo está totalmente conectado a essa rede.
Qualquer fato ou noticia que aconteça, por exemplo, na Inglaterra às 10 horas, às 10:05 horas  no Brasil já ficamos por dentro de todos os fatos aqui no Brasil, e vice-versa. E tenho certeza de que esta evolução tecnológica veio pra fazer parte do dia a dia das pessoas e organizações, e a tendência mundial é que continue a evoluir cada vez mais rápido.

Pelo que tenho observado as empresas estão atentas para essa evolução e surgimento de novas tecnologias, modernizando-se e adaptando-se cada vez mais rápido também. Depois de tudo isso analisado, pergunto: O fator humano, onde está entrando nessa cadeia evolutiva? Será que as organizações estão se dando conta que o fator humano esta sendo deixado de lado? O que não podemos esquecer é de que toda essa nova tecnologia está sendo desenvolvida por seres humanos.
Então o próprio ser humano está acabando com sua importância dentro das organizações? Respondo: Não. Sempre haverá a necessidade de pessoas para desenvolverem e comandarem essa tecnologia e as novas máquinas que estão sendo geradas e colocadas à disposição das empresas e pessoas.
É claro que a finalidade das empresas é lucrar cada vez mais com o mínimo de desperdício, maior produtividade com menor custo. Isso sempre será o fator primordial para qualquer organização. Mas só a tecnologia e equipamentos não bastam, há que se contar sempre com o fator humano, não há como abrir mão disso, e com os fatores externos, como clima, políticas governamentais, recursos, meio ambiente etc. Hoje podemos notar que as organizações espalhadas pelo mundo já estão se preocupando com nosso meio ambiente e os recursos naturais.

Está na hora agora de começar a nos preocuparmos com as pessoas que fazem parte dessas organizações. Aí é que eu defendo uma Administração Voltada as Pessoas, ou como queiram, Administração de Recursos Humanos das empresas.
Algumas empresas, não são todas, possuem um Departamento de Recursos Humanos voltado a captar, recrutar, selecionar, explorar, analisar e avaliar prováveis candidatos e seus funcionários com a finalidade de encontrar e ressaltar suas competências e aptidões, para que possam ser chamados a exercerem todas suas qualidades em funções compatíveis e que trazem rápido retorno e um baixo investimento. Outras não o possuem e nem se preocupam muito com isso.
O que podemos notar é que na maioria das empresas esse departamento não exerce a função especifica que deveria exercer. Mas não é isso o que pretendo discutir, e sim, um diferencial na Administração que poderá tornar as empresas e pessoas cada vez mais envolvidas e eficazes no alcance das metas e dos objetivos empresariais.
Para isso os empresários, administradores, líderes, gestores, gerentes e supervisores teriam que responder algumas perguntas;
- Olhe para seus funcionários. O que você vê?
- Você sabe os nomes de todas as pessoas que trabalham em sua empresa?
- Você sabe quais as funções que eles exercem?
- O que eles pensam a respeito da empresa?
- Como eles se sentem a respeito do clima organizacional?
- Qual a importância de cada um possui dentro da empresa?
- Eles estão exercendo as funções onde podem dar o melhor de si?
- Será que estão satisfeitos com a remuneração, benefícios e o tratamento que recebem da empresa?
- Quais as dificuldades que eles estão enfrentando?
- O que está sendo feito pela empresa para melhorar o desempenho e o aproveitamento das habilidades de cada um?
- O que você gostaria que eles fizessem?
- Como você espera alcançar as metas e os objetivos da empresa contando com o trabalho deles?
- O que a empresa esta disposta a fazer para deixar claro aos seus funcionários que eles são importantes?
E quanto ao mercado onde a empresa atua, seu publico alvo, não menos importantes que são os consumidores dos produtos e serviços das empresas.
- Como seus clientes veem a sua empresa?
- Como eles são atendidos pela empresa?
- Quais as reais necessidades de cada cliente?
- Esses clientes estão sendo reconhecidos pela empresa?
- São realmente encarados como parceiros de negócios?
- As opiniões, ideias e sugestões são levadas ao conhecimento da gestão e alta administração da empresa?

Uma estratégia, que penso ser de extrema valia e muito importante para transformar o sistema fechado das empresas, principalmente no mundo globalizado e competitivo que encontramos hoje, tornando um diferencial fundamental e totalmente respeitado por todos que estariam envolvidos, seria a divisão da Administração da empresa e 2 (dois) setores; o primeiro seria responsável pela parte financeira e econômica da empresa, onde contaríamos com especialistas nas matérias de economia, matemática financeira, custos e contabilidade; o segundo seria responsável pelos recursos humanos empregados em todos os departamentos da empresa e seus clientes compostos por: um administrador de empresas voltado ao departamento de recursos humanos, com profissionais especialistas nas áreas de psicologia, recursos humanos, jurídico, saúde e o departamento comercial.

Alguns empresários, professores, administradores e outros podem até pensar que isso seria de um alto custo para a empresa, ou utopia de minha parte. Mas acredito que o recurso, investimento, dispensado para isso se justificaria plenamente, visto o retorno que obteriam em beneficio da empresa.

Será que outras empresas já não estão adotando práticas parecidas?

"Gerencie sua relação com os seus subordinados com o mesmo cuidado que você gerencia a com o seu chefe." - "Eu gosto das pessoas. As pessoas que me conhecem geralmente gostam de mim. As pessoas que trabalham comigo gostam de mim".                                                                                 (Jack Welch, CEO G&E).

Artigo escrito e publicado em 2008, atualizado em 2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!