terça-feira, 8 de novembro de 2016

FREDERICK TAYLOR - O CRIADOR E PAI DA ADMINISTRAÇÃO CIENTIFICA.

A gestão cientifica de FREDERICK TAYLOR começou dentro da fábrica, mas acabou por influenciar em todos os aspectos da vida e cultura do século XX. Apesar da rejeição que hoje inspira sua Teoria, fato é que acreditam não podermos substituí-la por algo melhor e ainda hoje continua sendo adotada pela maioria das empresas.

Conhecer um pouco da história TAYLOR é talvez algo que nos ajude a entendê-lo.

Frederick Winslow Taylor nasceu no estado da Filadélfia, nos USA em 20 de março de 1856, foi educado dentro de uma mentalidade de disciplina rígida com conhecimentos de Francês e Alemão, devoção ao trabalho e poupança. Iniciou sua vida profissional como operário de fábrica e técnico em mecânica. Estudando durante a noite, formou-se em Engenharia Mecânica em 1885 no Intitute of Technology, em New Jersey e foi trabalhar em uma grande empresa siderúrgica, onde desenvolveu seus estudos, que deram base para formular sua teoria, na qual ele analisou a empresa a partir dos níveis operacionais em direção ao invés de direção. Escreveu o livro "Os princípios da Administração Científica", publicado em 1911. Seu foco principal era a eficiência e eficácia operacional na administração da indústria.

Taylor elaborou os primeiros estudos em relação:

- Ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados, acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade;

-Ao planejamento e atuação dos processos, achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo do desenvolvimento.

-À produtividade e à participação dos recursos humanos, estabelecia a coparticipação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletiria em menores custos e desperdícios, salários mais altos e, principalmente, aumentos dos níveis de produtividade;

- Ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas e procedimentos, introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho fosse executado de acordo com uma sequência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional.

- Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho ou processo, deveriam ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estavam sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. Finalmente, apontou que estas instruções programadas deveriam ser transmitidas, sistematicamente a todos os empregados.

- Incluiu um sistema de pagamento por quantidade (ou por peça) produzida. Isso fazia com que os rendimentos dos funcionários aumentassem de acordo com seu esforço. Assim, Taylor conseguiu maximizar significativamente a eficiência da organização.

Seu trabalho aconteceu em um período da história Americana, logo após a guerra civil, onde a indústria vivia intensas mudanças. Os donos do capital tornavam-se cada vez mais ricos com a produção em massa, e as pequenas fábricas tornavam-se grandes plantas. Por outro lado o trabalhador recebia muito pouco pelos seus esforços, além dos problemas que eram gerados pelas más condições de trabalho. Nessa época as gerências das fábricas trabalhavam com um sistema de bônus (premiação), que acreditavam ser suficientes para resolver todos os conflitos.

Frederick Taylor acreditava que esse sistema de bônus só seria eficaz quando combinado com tarefas devidamente e cuidadosamente planejadas e facilmente ensaiadas. Ele não somente sabia como planejar o trabalho de maneira eficiente, como também foi um arquiteto das mudanças organizacionais. Na sua concepção, a gerência deveria atuar de maneira cooperativa e ter uma atuação no sentido de apoiar o trabalho dos operários.

O conceito de produtividade estava em achar o desafio adequado a cada pessoa, dentro de seu potencial, então se pagando bem pelo desempenho que fosse superior. O estudo de tempos simplesmente dobrou a produtividade na MIDVALE, além do uso de controles sistemáticos e ferramentas, e o novo esquema de remuneração, desenvolvido por Taylor. Remunerava-se a pessoa e não o trabalho; e ele, ainda acreditava que não seriam necessários os sindicatos se cada trabalhador fosse remunerado de acordo com seu valor.

Apesar de seus feitos impressionantes e eficazes na época, Taylor fez muitos inimigos, especialmente entre a média e alta gerência. Alguns deles eram também donos de terras e quando Taylor reduziu a força de trabalho eles acharam que fosse acabar com a população de SOUTH BETHLEHEM. Ironicamente foi exatamente para isso que esses gerentes haviam contratado Frederick Taylor, mas acharam que ele nunca conseguiria. Fato é que os trabalhadores demitidos acabaram sendo absorvidos por outras indústrias. Frederick Taylor foi demitido em 05-1901 da Bethlehem após disputas com a nova gerência.

Frederick Taylor fez o que pode para adequar seus pensamentos às necessidades de seus clientes e a cada situação particular. Foi a primeira pessoa na história a fazer tentativas sistemáticas de melhorar tanto a produtividade com a qualidade de vida no trabalho nas fábricas (Weisford,1987).

Frederick Taylor morreu em 1915 aos 59 anos de idade, vitimado por uma gripe.

Hoje em dia, sabemos que temos que superá-lo, mas não sabemos o que colocar no seu lugar. Novos modelos de Administração e Gestão surgiram que estão sendo utilizados por algumas empresas, mas mesmo assim algumas de suas metodologias são usadas.

No livro "Gestão e Liderança", abordo esses novos modelos de Gestão.

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